Cada momento gravado parece mágico, o brilho eterno de uma mente sem lembranças transformada em uma tentativa frustada de remoção do pensamento de fatos, cheiros, coisas que não querem ser devidamente lembrados...
Somente se é permitido o acesso a uma lembrança que venha a se insurgir de modo involuntario, por mais que tenha sido dito adeus a quase grande amor e a grande quase lembrança, tem-se a certeza que o coração ainda irá disparar e pulsar no ritmo de batidas do somo que faz-se ao ser dito o seu nome...Pulsar, pulsar, pulsar, cada silaba dita pulsasse...ao som das lembranças que não se apagaram e nem querem ser apagadas...
Andamos a beira de uma praia como se fosse somente nossa, dançamos como se houvesse somente nós por perto, rimos das nossas piadas feitas e inteligiveis...agora ja nao posso ir a mesma praia, dançar sem lembrar de ti, e muito menos, rir de piadas se quer idiotas...tenho a certeza que não será por muito tempo, já que a lembrança é de uma eterna mente sem lembraças.
E o que mesmo que estava acontecendo?